Palancas Negras deixam arreganho competitivo

Segunda, 23 Janeiro 2012  
mali_angola3_0Determina√ß√£o, for√ßa de vontade e entreajuda foram os ingredientes da vit√≥ria dos Palancas Negras, ontem √† noite no est√°dio de Malabo, por 2-1, frente ao Burkina Faso, na estreia no Grupo B do Campeonato Africano das Na√ß√Ķes em futebol, co-organizado pelo Gab√£o e Guin√© Equatorial.

A vitória deixa os Palancas Negras na liderança do Grupo B, com os mesmos três pontos da Costa do Marfim, que venceu no mesmo recinto, por 1-0, o Sudão, adversário de Angola, na próxima quinta-feira.

Mateus Galiano e Manucho Gonçalves marcaram os golos da Selecção Nacional, numa partida em que os comandados de Lito Vidigal levaram muito tempo para entrar no jogo e discutir os três pontos com um adversário que se assumia superior.

Algo nervosos, os Palancas Negras consentiram o arreganho competitivo dos Cavalos burkinabes, sobretudo na discussão das jogadas no meio campo, onde Gilberto não conseguia elaborar os desenhos ofensivos e André Macanga, o combativo capitão, mostrava-se mais prestativo nas despesas defensivas.

At√© conseguir assentar o seu jogo, o combinado nacional esteve muito distante do n√≠vel exibicional entre as oito selec√ß√Ķes que j√° estiveram em cena na competi√ß√£o. Mas, certos de que n√£o s√£o os parentes pobres da maior montra do futebol continental, os Palancas Negras mudaram o rumo dos acontecimentos √† passagem do quarto de hora.

A partida passou a ser disputada mais no meio campo dos Cavalos burkinabes, neste período adestrados pela maior entrega e disponibilidade dos jogadores angolanos, sobretudo na pressão sobre o portador da bola. Com a partida mais equilibrada, faltou sentido de baliza aos Palancas Negras. Manucho Gonçalves e Flávio Amado estavam pouco interventivos no ataque, muito devido à forte marcação exercida pelos adversários, avisados do instinto letal da parelha ofensiva de Angola.

O intervalo mudou o comportamento da equipa angolana, que com linhas mais subidas passou a exercer maior press√£o junto da baliza do Burkina Faso. Ali√°s, o golo de Mateus Galiano surgiu ainda na alvorada do segundo tempo da partida. Estavam decorridos dois minutos.

Os Cavalos acusaram o toque e passaram a cometer erros. A equipa de Vidigal começa a jogar mais à vontade, mantendo a bola distante da baliza de Carlos Fernandes, que acabou mal batido no golo de Alan Traoré, na cobrança de um livre à entrada da área. O guarda-redes ficou a meio da viagem, sem definir o seu canto e o da barreira.

Manucho Gonçalves chamou a si a responsabilidade de confirmar a vitória. Num lance pleno de persistência e estoicismo, o avançado ­an­golano rematou em desequilíbrio fora do alcance do guarda-redes.