Você está aqui Mundo Africa  

Imigração e futuro da juventude em debate na cimeira Europa /África

Quinta, 30 Novembro 2017  vanda de carvalho

Mais de 80 chefes de Estado e de Governo estão reunidos em Abidjan até quinta-feira (30.11). "Investir na Juventude para um Futuro Sustentável" é o tema do encontro.

Não estava previsto, mas após as imagens chocantes da escravatura, a cimeira entre a União Europeia e a África é dominada pelas questões da imigração, com a adopção, na quarta-feira à noite, de uma série de medidas para por fim à escravatura dos imigrantes na Líbia.

O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou um acordo para operações de evacuação de emergência dos migrantes nas próximas semanas.

O primeiro-ministro belga, Charles Michel, defende: "É preciso criar condições para os canais de imigração regulares, por exemplo, para os estudantes, para que possam depois voltar aos respetivos países e fazê-los beneficiar das formações que conseguiram. Mas, ao mesmo tempo, enquanto houver pessoas em situação irregular, deve haver uma forma de cooperação na Europa. Temos que poder apoiar projetos concretos de ajuda ao regresso, de ajuda à readmissão nos países de origem. A causa profunda desta imigração é muitas vezes a insegurança, as guerras, a pobreza extrema. Esse é o ponto de partida destas migrações".

A questão da segurança esteve também na ordem dos trabalhos, numa altura em que a África Ocidental conhece um recrudescimento dos grupos jihadistas, reflexo do desespero dos jovens.

A Vª Cimeira UE/África está a decorrer na capital da Costa do Marfim, Abidjan, de olhos postos no futuro da juventude. A discussão faz-se em torno de propostas como um "Plano Marshall2 para a reconstrução africana e a criação de um programa Erasmus para jovens empreendedores, ambas avançadas pelo presidente do Parlamento Europeu (PE), António Tajani.

Realizada pela primeira vez na África subsaariana, a cimeira visa alterar o paradigma do desenvolvimento no continente africano, virando-se para as novas gerações que, através das novas tecnologias, poderão dar um novo impulso para o avanço económico nos 54 países.