Como os jovens se prepararam para o casamento?

Domingo, 25 Abril 2010  Hugo Ramon Castro

african_american_bride_groom_card-p137329463384246634tru4_210√Č sempre assim em compania do Matria. Hoje vamos saber como os jovens se prepararam para o casamento. Vamos retratar como s√£o os cursos de noivos em algumas par√≥quias, e temos como mulher e profiss√£o a bibliotec√°ria da UCAN.


Antes o casamento era quase que uma obrigação, ou melhor fazia parte da cultura, dos costumes. Hoje, quando este peso diminui, surge, em muitas pessoas, a grande esperança de encontrar, no casamento, um projecto de vida que permita a realização. O homem e a mulher esperam poder realizar juntos um objectivo que dê sentido às suas vidas.


Em vista disso, precisam desenvolver um projecto de vida em comum; se identificar e se envolver nesse projecto de forma criativa e inovadora a ponto de canalizar todas as suas forças. Quase sempre isso implica riscos e possíveis fracassos que exigem compromisso e responsabilidade.


A falta de preparação:


alambamentoA deficiente prepara√ß√£o para o casamento origina ou contribui para o agravamento da situa√ß√£o familiar e √© causa de outras dificuldades e sofrimentos para muitos casais. S√£o poucos, infelizmente, os jovens c√īnjuges que receberam da fam√≠lia que os criou uma educa√ß√£o capaz de os sensibilizar para a problem√°tica vocacional e de os preparar para a vida de casados. Al√©m disso, os jovens s√£o t√£o absorvidos pelo estudo, pelo trabalho e pelas divers√Ķes, que lhes faltam tempo e ambiente para o di√°logo a dois, condi√ß√£o indispens√°vel a um s√©rio projeto conjugal e familiar.


Conhecer-se e conhecer o outro


O conhecimento é uma característica essencial do projeto conjugal. Conhecer hábitos e necessidades do outro não significa renunciar aos desejos próprios, mas buscar novas formas que garantam espaço para a realização de ambos, sem sacrificar a individualidade de cada um.
Conversar, por exemplo, sobre a vida passada: os h√°bitos, as prefer√™ncias, os pap√©is e os costumes que tinham, podem parecer coisas banais, mas falar sobre o antigo modelo de vida vai possibilitar a organiza√ß√£o da nova vida em comum. E n√£o se trata s√≥ de falar, de igual import√Ęncia √© tamb√©m o escutar.


O casal forma um novo relacionamento em que, segundo a escritora Christiane Blank, as pessoas fazem duas experiências básicas: de um lado, eles criam um espaço físico, um novo lar; do outro, constroem um espaço afetivo em comum. Na construção deste espaço, dois seres humanos trazem cada um elementos psíquicos e físicos que necessitam ser juntados, para que deles possa surgir um novo lar, uma nova família, um novo ambiente de convivência íntima.


As duas pessoas, t√£o distintas uma da outra, t√™m de aprender a conviver. √Č claro que as dificuldades s√£o conseq√ľ√™ncia normal desta intera√ß√£o, por√©m estas dificuldades podem e devem ser negociadas. Na verdade, os dois devem se moldar. As diferen√ßas sempre v√£o existir, mas √© preciso saber lidar com elas. √Č um abrir m√£o dos dois lados. Com certeza, jamais um ou outro v√£o encontrar a pessoa 100% ideal.


Respeito e perd√£o


respeitoHoje se fala muito em prevenção, também em prevenção aos problemas no casamento. Com certeza, a felicidade da futura família joga-se de modo decisivo no tempo da preparação para o casamento, dentro do qual duas atitudes são absolutamente indispensáveis: o respeito pelo outro e a capacidade de perdoar.

Isto pressup√Ķe algum conhecimento, mas sobretudo sinceridade inesgot√°vel e capacidade de di√°logo tamb√©m muito sincero. O casal forma uma escola onde todos podem aprender e todos podem ajudar. Amar √© ajudar, confiar e ir ao encontro do outro para o fazer feliz. S√≥ assim a comunh√£o entre duas pessoas poder√° ser est√°vel.


Para refletir
1. Por que hoje as pessoas se separam mais facilmente?
2. De que forma os pais preparam os filhos para o namoro e para a futura relação conjugal?
3. Como preparar os jovens para o casamento e a vida familiar ?

Escute: Reportagem de Edna Cabral ao Ir. Daniel Candanje sobre o noivado


O Conselho Pontif√≠cio para a Fam√≠lia, no documento Prepara√ß√£o para o Sacramento do Matrim√īnio, apresenta tr√™s etapas no itiner√°rio para a prepara√ß√£o ao casamento, que n√£o s√£o rigidamente definidos, mas √© √ļtil conhec√™-los como itiner√°rios e instrumentos de trabalho.


Preparação remota


familiaA prepara√ß√£o remota abra√ßa a inf√Ęncia, a pr√©-adolesc√™ncia e a adolesc√™ncia e desenvolve-se sobretudo na fam√≠lia, e tamb√©m na escola e nos grupos de forma√ß√£o. √Č um per√≠odo em que √© transmitida e incentivada a estima pelo valor humano, a forma√ß√£o do car√°ter, a estima de si, o respeito para com as pessoas do outro sexo, etc.


Esse caráter encontra o seu estímulo, apoio e consistência no exemplo dos pais, que se tornam para os filhos um verdadeiro testemunho.
A par√≥quia √© um lugar de forma√ß√£o especial para esta prepara√ß√£o. √Č nela que se aprende um estilo de conviv√™ncia comunit√°ria. N√£o devemos esquecer, al√©m disso, a escola, as outras institui√ß√Ķes educativas, os movimentos, os grupos, as associa√ß√Ķes e, obviamente, as pr√≥prias fam√≠lias. Al√©m, √© claro, dos meios de comunica√ß√£o.


Preparação próxima


noivaA prepara√ß√£o pr√≥xima desenrola-se durante o per√≠odo do namoro e do noivado. √Č o tempo de verificar a maturidade dos valores humanos pr√≥prios da rela√ß√£o de amizade e de di√°logo que caracterizam este per√≠odo.
Ela deve reforçar o sentido social dos jovens, em primeiro lugar com os membros da sua família, orientando os seus valores para a futura família que formarão.
A prepara√ß√£o pr√≥xima precisa oferecer aos namorados/noivos os elementos de car √°ter psicol√≥gico, pedag√≥gico, legal e m√©dico, pr√≥prios do matrim√īnio e da fam√≠lia. Durante este momento, s√£o necess√°rios encontros freq√ľentes, num clima de di√°logo, de amizade, de ora√ß√£o...
Além disso, os pretendentes devem ser ajudados de modo a poderem depois manter e cultivar o amor conjugal; a comunicação interpessoal-conjugal; a viverem as virtudes e saberem enfrentar as dificuldades da vida conjugal.


Preparação imediata


Consiste em realizar experi√™ncias de ora√ß√£o (retiros espirituais, momentos de ora√ß√£o...), participar de cursos, fazer uma conveniente prepara√ß√£o lit√ļrgica que preveja a participa√ß√£o ativa dos nubentes, com cuidado especial para o sacramento da Reconcilia√ß√£o, etc.

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Recordam-se das perguntas que colocamos como reflex√£o?
Por que hoje as pessoas se separam mais facilmente?
De que forma os pais preparam os filhos para o namoro e para a futura relação conjugal?
Como preparar os jovens para o casamento e a vida familiar ?

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conversarO esforço de duas pessoas, para construir um lar é o cimento que une os elementos isolados, trazidos por cada um dos parceiros, pois os dois têm um passado e foram profundamente marcados por ele. Afinal, o casamento não resulta em mudança de personalidade, daí a necessidade de um conhecimento muito grande um do outro.


Não deixa de escrever para nós e deixe a sua carta na portaria da rádio ecclesia, a todas as amigas que mandaram email para nós na caixa Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar ou Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar ai vai a nossa saudação especial, Sandra Marisa, Petra Manuela que esta em Lisboa e gosta de nos ouvir através do site www.radioecclesia.org e a amiga Josefa Coimbra que sugeriu um tema para nós "o medo da mulher pela menopausa".
Equipa mais animada esta constituída por Vanda de Carvalho a nossa manager, Josefina Komba, Upale Mónica, Esperança Gaspar, Zenilda volola, Edna Cabral e Helena lima que esta a falar para vocês.

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E com essa reportagem fechamos o programa de hoje e pedimos desculpa pela rubrica o coração fala não ir ao ar porque o nosso convidado furou, mas o próximo sábado estaremos cá e com muitas novidades.