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Mudança é o que João Lourenço projecta

Domingo, 05 Março 2017  vanda de carvalho

A pré campanha na capital do país foi aberta com um acto de massas no município do Cazenga, onde o candidato a do MPLA a presidência da república reafirmou o compromisso com o bem-estar das populações e o desejo de um maior investimento, para garantir mais educação e saúde.

Falando da infra estruturas João Lourenço afirmou, “Não pode haver construção para Europa e outra para Angola, porque uma estrada feita em Angola ou na Europa tem de ter a mesma qualidade e durabilidade, tendo em conta que o seu objecto social é o mesmo”, argumentou João Lourenço, lembrando ainda que a redução do preço das empreitadas vai permitir a construção de mais estradas, pontes, barragens, escolas, hospitais e habitações sociais.
João Lourenço, que falava durante o acto político de massas realizado no campo da Mabor Malha, município do Cazenga, garantiu também que vai passar a punir os gestores que se descuidarem da manutenção das infra-estruturas públicas, porque gastam milhões para construção e se esquecem da manutenção dos bens públicos.
“Isso deve ser corrigido, porque o dinheiro gasto é dos contribuintes”, declarou, alertando que o Governo vai incentivar a cultura de manutenção dos bens públicos, antes de punir quem não seguir a orientação.
Para João Lourenço, “a cultura do comprou, estragou, deitou fora e comprou outro tem de acabar, porque por muito petróleo e outras riquezas que Angola tenha não é possível continuar com essa cultura”. Os gestores e cidadãos que preservam os bens públicos e até privados, como carros e equipamentos, devem ser premiados para estimular os demais a seguir o mesmo exemplo. Para o Estado reduzir ainda mais a despesa com a construção destas infra-estruturas sociais e requalificação dos bairros, João Lourenço defende parcerias público-privadas, para apoiar o Governo na construção de um futuro melhor para os angolanos.  “Já vem sendo feito, mas continuaremos a fazer depois de Agosto, caso consigamos ganhar as eleições, e continuar a obra de Agostinho Neto e de José Eduardo dos Santos”, disse.