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Ministro da comunicação social quer maior abertura dos operadores no sector

Quinta, 03 Maio 2018  vanda de carvalho

O Dia mundial da liberdade de imprensa, foi proclamado pela Assembleia Geral da ONU, em 1993, no seguimento à Recomendação aprovada na 26ª sessão da Conferência Geral da UNESCO, em 1991. Tudo em resposta ao apelo dos jornalistas africanos que, em 1991, elaboraram a Declaração de Windhoek sobre o pluralismo e a independência da mídia.

O Dia é uma ocasião para informar os cidadãos sobre as violações à liberdade de imprensa – um lembrete de que, em muitos países do mundo, as publicações são censuradas, multadas, suspensas e encerradas, da mesma forma que jornalistas, redactores e editores são perseguidos, atacados, detidos e até assassinados.  

No país as reflexões dos jornalistas, foram apresentadas na Conferência sobre os Desafios da Liberdade de Imprensa em Angola que aconteceu no hotel de convenções de Talatona onde o ministro da comunicação social defendeu que a democracia implica existência de uma comunicação social plural e diversificada, com órgãos de diferentes perfis editoriais públicos e privados que têm a responsabilidade de oferecer uma informação aberta, seria e útil aos cidadãos.

João Melo sublinha a intenção do executivo em continuar o processo de construção de uma sociedade em que a liberdade de imprensa, seja materializada através do direito a informação.

Na ocasião. o ministro advogou a necessidade dos empresários investirem no sector da Comunicação Social, apesar de  reconhecer a escassez de jornais, devido a conjuntura económica que o pais vive em que a maioria do material é importado.

 Referiu que o  fortalecimento do sistema de Comunicação Social pode também passar pela cooperação internacional e os órgãos de comunicação públicos têm a carta aberta para o fazerem.

 Disse esperar que as relações de cooperação e apoios obedeçam aos interesses de Angola.

“O compromisso do Executivo é de comunicar com mais fluidez, garantindo que haja um sector de imprensa diversificado e aberto”, salientou.

 Frisou ser responsabilidade do ministério dar corpo aos compromissos do Executivo e cabendo-lhe velar que os mesmos se cumpram de forma séria e madura, visto se estar a  viver um novo momento no paradigma do país e a liberdade de imprensa se faz sentir mais nos meios de comunicação.

 João Melo realçou que Angola vai retomar um projecto de implantação digital da televisão, esperando que com este  propósito hajam mais investimentos nesta área.  

 Anunciou, por outro lado, que  já orientou os Conselhos de Administração das  empresas públicas da Comunicação Social para  junto dos delegados do Sindicato dos Jornalistas  Angolanos discutirem a questão do  qualificador ocupacional dos profissionais enquadrados nas mesmas.

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