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Paz na Síria seria a maior “prenda” deste Natal, diz presidente da Cáritas Internacional

Segunda, 19 Dezembro 2016  vanda de carvalho

O presidente da ‘Caritas Internationalis’, confederação que juntam mais de 160 Cáritas de todo o mundo incluindo Portugal, dedicou a sua mensagem de Natal à Síria, um país há cinco anos em guerra civil.

O cardeal Luís António Tagle realça a situação de um povo que parece estar a viver num permanente “inverno” mas onde “nunca é Natal”.

Para aquele responsável, “a paz na Síria” seria a “maior” prenda deste Natal.

Devido ao conflito que opõe o governo sírio a forças contrárias ao regime, “milhões de pessoas” perderam as suas casas e vivem em permanente clima de medo, de temor pelas suas vidas.

“Pensemos nos pobres, nos idosos e nas crianças que vivem amontoados em pequenas habitações. Pensemos naqueles que vivem sob as intempéries, sob constantes bombardeamentos, naqueles que saíram das suas casas em busca de segurança”, escreve o arcebispo filipino.

De acordo com a ‘Caritas Internationalis’, mais de “250 mil civis ainda permanecem retidos na cidade de Alepo”, um dos pontos mais atingido pelo conflito.

Nos últimos dias, o governo sírio retomou o controlo da parte leste da cidade e D. Luís António Tagle mostra-se esperançado num futuro mais risonho para as populações locais e para a Síria.

“Sabemos que depois do inverno vem sempre a primavera”, afirma o prelado.

A confederação internacional da Cáritas está empenhada no reforço de um fundo de emergência dedicado a todos quantos ainda sofrem com a guerra na Síria, sobretudo em Alepo.

O organismo católico destaca a necessidade de “colocar imediatamente um ponto final no conflito”, de “fazer chegar a ajuda humanitária a quem mais precisa”, desde alimentos a roupas e medicamentos, e que “a vida dos civis seja protegida”.

Desde que começou, em 2011, a guerra na Síria já provocou cerca de 400 mil mortos e milhões de refugiados e deslocados.

A Cáritas Portuguesa informa, em comunicado enviado à Agência ECCLESIA, que "continua a apoiar os que mais sofrem naquela região e depois de, em 2015, ter promovido uma campanha de recolha de roupa de inverno que permitiu o envio de 100 toneladas de roupa para crianças, entregou recentemente um donativo de 13 600 euros também para o apoio às famílias e crianças refugiadas".