Você está aqui Religiosa Dioceses  

Dom Jaca convida fiéis a tornarem a eucaristia num meio para lutar contra injustiças

Sexta, 19 Abril 2019  vanda de carvalho

O bispo de Benguela convidou os fiéis a tornarem a Eucaristia num  meio para lutar contra as injustiças do mundo moderno. Na Quinta Feira Santa, dia em que se celebra a instituição da Eucaristia, Dom António Francisco Jaca sublinhou igualmente que o recordar da santa ceia deve também servir num acto de unidade da família cristã.

Na missa rezada na Catedral de Benguela, o prelado apelou a unidade da família cristã e a entrega desinteressada ao serviço do evangelho.

Numa clara referencia ao verdadeiro sentido da Eucaristia, o prelado disse que a mesma não os pode deixar indiferente em relação aos problemas do próximo, deve sim servir como um meio de obtenção de forças para lutar contra as injustiças de um mundo moderno.

“ Lutar contra tudo que fere a dignidade do ser humano a eucaristia deve fazer-nos mais próximos dos pobres, dos doentes, dos órfãos, das viúvas, dos idosos, dos abandonados, das crianças de rua ou na rua sem tecto e sem lar, é este o mandamento da caridade que hoje meditamos e que o senhor nos manda praticar”.

Dom Jaca sublinhou ainda que o Cristão deve ser o portador da verdade e da esperança” quem comunga deve procurar a comunhão, a unidade, por isso o ódio, a inveja, os ciúmes não podem ter lugar naquele cristão que se une ao corpo do senhor”.

Dom António jaca referiu ainda que o Cristão que participa na eucaristia leva a verdade, a esperança para que os homens não se percam no desespero, na frustração” leva também a alegria, alegria do evangelho, mas a alegria que nos vem também da nossa união profunda com Cristo”.

Falando concretamente do verdadeiro significado do ritual do lava-pés, Dom Jaca disse que significa justamente isso mitigar os sofrimentos dos nossos irmãos com gestos concretos de amor, fazendo com que a realidade esteja presente” não pode haver comunidade cristã católica que não cuida dos seus padres, dos seus doentes, que não visita os que estão na prisão, nos hospitais, que não mitiga o sofrimento dos necessitados”.