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Encerra período da constituição de um governo na Guiné pela CEDEAO

Quinta, 25 Maio 2017  vanda de carvalho

A CEDEAO deu 25 dias a Mário Vaz presidente da Guine Bissau para formar um novo governo, o dia chegou e ao que tudo indica o presidente Guiniense ignorou este ultimato.

No documento a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), anunciou a retirada das suas tropas na Guiné caso o Chefe de Estado guineense não cumpra com as exigências da organização, a formação de um governo de consenso que seja integrado por todos os partidos com assento parlamentar.

José Mário Vaz, já adiantou que não irá demitir o Governo de Umaro Sissoco Embalo, de acordo com o grupo de partidos, a postura do Chefe do Estado poderá agravar muito mais a situação política, económica e social da Guiné-Bissau.

Esse foi o posicionamento mais contundente assumido pela CEDEAO desde que o Presidente Mário Vaz assumiu o poder em 2014. Mas, mesmo assim, e de acordo com fontes locais, é  muito pouco provável que o posicionamento desta organização sub-regional venha a trazer algo de novo.

A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Federica Mogherini, apelou recentemente aos responsáveis na Guiné-Bissau que evitem qualquer acção fora da ordem constitucional e do primado da lei e que cumpram as recomendações da CEDEAO, sob pena de agravarem o quadro político do país.
Num comunicado divulgado pelo serviço de imprensa, Fedrica Mogherini salientou que a missão da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) na Guiné-Bissau, que a UE apoia desde 2014, está em “processo de retirada gradual do país”, pedindo a “todos os envolvidos que se abstenham de prestar declarações públicas e evitar qualquer acção fora da ordem constitucional e do primado da lei.”
“A UE espera que as forças de defesa e de segurança não intervenham na crise política”, sublinhou.
O Acordo de Conacri foi assinado em Outubro de 2016 por diferentes actores políticos guineenses para resolver a crise na Guiné-Bissau e, se não for aplicado no prazo previsto, a CEDEAO pode avançar com sanções, responsabilizando os indivíduos que impedirem a aplicação do referido pacto.