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CCEE e SECAM num encontro para falar do significado da globalização para a Igreja e para as culturas na Europa e na África

Segunda, 16 Abril 2018  vanda de carvalho

O presidente do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE) disse à Agência ECCLESIA que a globalização tem promovido a “laicização” das sociedades, alertando para a perda da identidade própria.

“O fenómeno do secularismo, muito ligado à globalização, e que é uma forma de laicização das culturas e das sociedades, é um grande perigo, também para o continente africano”, referiu o cardeal Ângelo Bagnasco.

O CCEE e o Simpósio das Conferências Episcopais de África e Madagáscar (SECAM) estiveram reunidos em Portugal, o encontro dedicado ao tema ‘O significado da globalização para a Igreja e para as culturas na Europa e na África’, encerrou este Domingo.

Dom Ângelo Bagnasco defendeu a necessidade de “resistir e reagir” a tentativas de “invasão” que o Papa Francisco designa como “neocolonialismo ou um novo imperialismo ideológico”.

“Seria uma grave perda para a África, para toda a humanidade, ser homologada por uma cultura laicista e secularista, que quer confinar Deus à periferia da vida humana e da sociedade”, advertiu.

A reunião foi presidida pelo cardeal italiano e pelo Arcebispo Angolano Dom Gabriel Mbilingi, presidente do SECAM.

Entre os participantes contarm-se ainda Dom António Vitalino, bispo emérito de Beja, e Dom Lúcio Andrice Muandula, bispo de Xai Xai, Moçambique.