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Diocese do Luena acolhe Assembleia Nacional da Juventude

Quarta, 03 Janeiro 2018  vanda de carvalho

Arranca nesta quarta-feira, na Diocese do Luena a Assembleia Nacional da Juventude Católica de Angola e São Tomé.

Os Bispos da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé – CEAST, decidiram dedicar 2017-2018: A JUVENTUDE E A FÉ RECEBIDA

 “A juventude tem hoje uma urgente necessidade da palavra de orientação e de apoio, que deve vir de todos, sobretudo dos pais e responsáveis de famílias, das instituições sociais, estatais e eclesiásticas. Nisto, como Pastores chamados a «apascentar o rebanho de Deus que nos foi confiado» (1Pe 5, 2), sentimos o grave dever de fixar um olhar mais atento aos jovens, na esperança de que, se, por um lado, algumas manifestações estranhas e negativas protagonizadas pelas novas gerações parecem indicar um “futuro perdido ou perigoso”, por outro lado, soa bem alto a voz de Jesus que diz: «hoje entrou a salvação nesta casa, porque Zaqueu é também filho de Abraão» (Lc 19, 9).” Um extracto tirado da nota pastoral da Conferência dos bispos que aconteceu em Outubro de 2017.

O evento vai analisar os assuntos relacionados com a vida pastoral juvenil nas dioceses e arquidiocese e os desafios que se impõem no sentido de dar resposta algumas situações relativas a vida cristã dos jovens.

Para a Igreja católica, é fundamental a sensibilização da juventude para a buscar sempre o espírito de Deus, para que possam viver de acordo com os seus mandamentos.

Citando ainda os bispos da CEAST,

“Os jovens constituem a maioria das nossas populações. «Esta juventude é um dom e um tesouro de Deus, pelo qual a Igreja inteira se sente agradecida ao Senhor da vida» (cfr. Africae Munus, 60). São João Paulo II, falando aos jovens angolanos em 1992, afirmou: «Vós sois, sem dúvida, a maior e mais bela promessa de vida, dada pelo Senhor a esta nobre Nação. Viva a juventude angolana, tão rica de promessas e de esperanças»! Nós constatamos essa força criativa em vós, jovens, e fazemos nossas as palavras dos Papas. Uma força criativa e encorajadora que percebemos:

a) No trabalho do campo ou na Empresa

Admiramos a força e a crença que tantos jovens, em situações difíceis, demonstram para se superarem e construírem uma vida com futuro. Reconhecemos a coragem daqueles jovens de ambos os sexos quando não se deixam seduzir por falsas promessas que a cidade tantas vezes apresenta aos jovens, mas acreditam em si e procuram lutar, no dia a dia, por ideais nobres desde de as suas aldeias e vilas. De igual modo, reconhecemos com apreço o valor do trabalho sacrificado de tantos outros, que, prestando o seu serviço e conhecimentos nas empresas, embora nem sempre bem reconhecidos e remunerados, procuram superar-se, adquirindo, cada vez mais, conhecimentos técnicos e científicos que os ajudam a desempenhar bem as suas tarefas, assumindo o trabalho como um  serviço à sociedade.

b) Na Escola e Universidade

Uma grande maioria dos nossos jovens é estudante. Tantos lutam contra adversidades de todo o tipo, para conseguirem alcançar os seus objectivos de uma melhor formação. Em muitos casos, superando o analfabetismo e, noutros, procurando atingir metas de formação universitária. Louvamos tantos outros que, não procedendo de famílias abastadas, lutam com tenacidade e perseverança para alcançarem os seus objectivos de uma formação superior, cujas propinas pagam a duras penas.

c) Em actividades informais

Nós, os bispos e, connosco, a sociedade, apercebemo-nos da quantidade de jovens que cirandam pelas ruas das grandes cidades, vendendo de tudo. Também esses mostram vontade de vencer. Estas actividades informais acabam por ser, na verdade, para muitos o único caminho que lhes resta para sobreviverem e, muitas vezes, realizam-no com profissionalismo, obtendo assim rendimentos para a sustentabilidade pessoal e da própria família e de uma vida digna, evitando caminhos de marginalização. Destaca-se, neste tipo de actividade, a valentia da mulher jovem, muitas analfabetas ou com escassa formação escolar; algumas vezes, mãe, a quem a coragem e determinação impele, filho à costas, à venda ambulante, vulgo «zunga», sendo esta a única porta que encontra para uma sobrevivência digna e moralmente aceitável.  

d) Na família

Louvamos tantos jovens que constituem as suas famílias com responsabilidade, procurando ser bons pais e esposos, não cedendo às tentações de prazeres fáceis, de hedonismo, de comodismo, de individualismo propagandeado pelos meios de comunicação social, com conteúdos morais, não poucas vezes, questionáveis. Para muitos, a fé é a luz que os guia neste caminho.

e) Na Igreja

É com imensa alegria que constatamos, nos tempos que correm, marcados por uma forte tentação pelos bens materiais, os nossos seminários contam com muitos candidatos; as casas de formação religiosa continuam a ter muitos jovens a bater à porta, com vontade de responder «sim» ao chamamento do Senhor; os mosteiros de clausura estão cheios de monjas e candidatos não faltam. Deus continua a chamar e são muitos os que respondem "sim" a este chamamento. Esta realidade encoraja os bispos a acreditarem nos jovens e a continuarem a propor-lhes caminhos de consagração, na fidelidade ao projecto que Cristo tem para eles.

Contamos também com muitos grupos de jovens, dinâmicos e empenhados, nas nossas paróquias, o que é motivo para nós bispos de alegria e de esperança numa igreja sempre jovem e viva”.